segunda-feira, 14 de março de 2016

Peru: mais de 750 mil pessoas na maior manifestação pró-vida Federico Cenci | 14/03/16



O que chega de Lima, capital do Peru, é uma imagem sensacional: um rio interminável de pessoas lotaram as ruas para manifestar publicamente o próprio apoio à vida, da concepção à morte natural. Sábado passado foram mais de 750 mil pessoas que aderiram à Marcha pela Vida deste ano: números que fazem do evento a maior manifestação da história peruana.
O arcebispo metropolita de Lima e Primaz do Peru, Cardeal. Jean Luis Cipriani ressaltou que nunca no País houve uma rede tão ampla pró-vida. “Esta geração de jovens quer um Peru diferente – disse – no qual se possa viver sem exclusões, sem abortos, à procura de uma maior dignidade para cada criança”.
Segundo o cardeal, que também leu uma carta de apoio do papa Francisco, o Peru “está demonstrando à América Latina e à Europa que é possível mudar de mentalidade”, tendo a “coragem de ficar estar calados” e “de sair às praças”. Jovens, anciãos, mães, crianças, animaram a Marcha deste ano, que teve como título: “Nosso primeiro direito: a Vida”. Instou, nesse sentido, o cardeal Cipriani: “Não podemos deixar passar que se afirme que o aborto é um direito, porque é um homicídio!”.
Mas a marcha não foi apenas uma ocasião para denúncia. Danças e espetáculos estiveram presentes em todo o percurso. Na esplanada onde a marcha concluía houve um concerto que precedeu os testemunhos de vários hóspedes. Entre estes, especialmente comovente as palavras de Liana Rebolledo, uma mulher que foi violentada quando tinha 12 anos, que ficou grávida e que decidiu – apesar das dificuldades – ter a criança. “O aborto não resolve nada”, exclamou a mulher.
No Peru o direito à vida desde a concepção é protegido pela Constituição. Em abril, no país, haverá eleições presidenciais. O 750 mil que encheram as ruas de Lima estão esperando que esta Constituição seja respeitada.
 

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