quinta-feira, 31 de agosto de 2017
domingo, 20 de março de 2016
A importância do Domingo de Ramos
A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações
A
Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em
Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo
povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo
tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava
maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos
profetas; mas esse mesmo povo tinha se enganado no tipo de Messias que Cristo
era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social que fosse
arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de
Salomão.
Para deixar claro a este
povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas
o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra
na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um
jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa
forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de
hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus
ramos de oliveiras e palmeiras.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Lutar por saneamento é o básico
Tema em voga e urgente.
O que precisamos no Brasil? Muitas coisas! Dentre elas
medidas que visem preservar ou melhorar as condições do meio ambiente para nos
prevenir de doenças e promover nossa saúde, também para melhorar nossa
qualidade de vida e produtividade, o que facilitaria nossa atividade econômica.
Isso se chama Saneamento Básico. Que no próprio nome já diz, é básico para
vivermos bem e com dignidade.
Esse é um direito que temos assegurado pela
Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços,
infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento
sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de
águas pluviais. Mas, e a gestão e o cumprimento de tudo isso? Essa questão gera
dúvidas e, em tempos de prevenção de doenças como Zika vírus, Chicungunha e
Dengue, gera ainda mais preocupação. É nesse sentido que a Campanha da
Fraternidade Ecumênica deste ano propõe refletirmos sobre todas essas questões
e tomarmos uma posição de fiscais do governo no que diz respeito ao assunto.
Saneamento Básico e a saúde da população
Um estudo do Instituto Trata Brasil mostrou que o
País convive com milhares de casos de internação por diarreias todos os anos
(400 mil casos em 2011, sendo 53% de crianças de 0 a 5 anos), muito disso
devido à falta de saneamento. Já um estudo do BNDES estima que 65% das
internações em hospitais de crianças com menos de 10 anos sejam provocadas por
males oriundos da deficiência ou inexistência de esgoto e água limpa, que
também surte efeito no desempenho escolar, pois crianças que vivem em áreas sem
saneamento básico apresentam 18% a menos no rendimento escolar.
Veja alguns dados coletados a partir de pesquisa do
Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2013), do Estudo Trata
Brasil “ Ociosidade das Redes de Esgoto – 2015”, Censo Escolar 2014 e Estudo
Trata Brasil “De Olho no PAC - 2015”:
- 48,6% da população brasileira têm acesso à coleta
de esgoto, mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a este serviço.
- Mais de 3,5 milhões de pessoas, nas 100 maiores
cidades do país, despejam esgoto irregularmente, mesmo tendo redes coletoras
disponíveis.
- Mais da metade das escolas brasileiras não têm
acesso à coleta de esgotos.
- 47% das obras de esgoto do PAC, monitoradas há
seis anos, estão em situação inadequada. Apenas 39% de lá para cá foram
concluídas e, hoje, 12% se encontram em situação normal.
- Cerca de 450 mil pessoas nos 15 municípios
paulistas têm disponíveis os serviços de coleta dos esgotos, porém não estão
ligados às redes, e, portanto, despejam seus esgotos de forma inadequada no
meio ambiente.
Pense e reflita sobre esse assunto e não deixe de
pesquisar a respeito nos diversos materiais lançados na ocasião da Campanha da
Fraternidade. Entre eles o DVD informativo e de reflexão produzido pelo Mundo
Jovem e Instituto Cultural Padre Josimo, chamado “Saneamento Básico: cuidar do
planeta, nossa casa”. Saiba mais sobre ele neste link: http://www.mundojovem.com.br/noticias/iniciando-na-proxima-quarta-feira-campanha-da-fraternidade-2016-vai-tratar-de-saneamento-basico e entre nessa causa comum a todos nós.
Confira também matéria especial sobre o assunto na
edição de Fevereiro/2016 do Jornal Mundo Jovem.
Equipe Mundo Jovem
segunda-feira, 14 de março de 2016
“Servir, ajudar, esquecer-se de si: isso é amor”
|
Luca Marcolivio | 14/03/16
Na
audiência geral jubilar que precede a Semana Santa, o papa Francisco se
concentrou no significado do rito do lava-pés. O gesto realizado por Jesus na
Última Ceia foi “tão inesperado e chocante” que “Pedro não queria aceitá-lo”.
Mas
nosso Senhor, ao lavar os pés dos discípulos, os chama ao “serviço” como “o
caminho a percorrer para viver a fé n’Ele e para dar testemunho do Seu amor”.
Tendo-se Ele feito servo, fez também os homens servos uns dos outros (“Também
vós deveis lavar os pés uns dos outros” – Jo 13,12-14), revelando, assim, “a
maneira de Deus de agir conosco”.
Esta
“servidão” não tem nada a ver com “servilismo”: é o “novo mandamento” do
amor, um “serviço concreto que prestamos uns aos outros” e que não é feito
apenas de “palavras”.
O amor
é um “humilde serviço” realizado “no silêncio”, como pediu Jesus: “Não saiba
a tua mão esquerda o que faz a tua direita” (Mt 6,3). Isso implica
“disponibilizar os dons que o Espírito Santo nos concedeu” e, ao mesmo tempo,
“partilhar os bens materiais para que ninguém fique em necessidade”, de
acordo com um estilo de vida que “Deus também sugere a muitos não cristãos
como caminho de verdadeira humanidade”.
O
lavatório dos pés recorda também o convite de Jesus a “confessar os nossos
pecados e a rezar uns pelos outros para saber-nos perdoar de coração”.
A este
respeito, o Santo Padre citou Santo Agostinho, que escreveu: “O cristão não
desdenhe fazer o que Cristo fez. Porque quando o corpo se inclina ao pé do
irmão, o sentimento de humildade se acende no coração, ou, já se existia, é
alimentado”. O bispo de Hipona recorda ainda: “Perdoemo-nos os nossos erros e
rezemos uns pelo perdão dos pecados dos outros, e, assim, de alguma forma,
lavaremos mutuamente os nossos pés”.
O
pontífice destacou que muitas pessoas passam a vida “a serviço dos outros”,
citando uma carta recebida na semana anterior de uma pessoa que lhe agradecia
pelo ano da misericórdia: “[Essa pessoa] me pedia que rezasse por ela, para
ficar mais perto do Senhor. A vida dessa pessoa era cuidar da mãe e do irmão;
a mãe de cama, idosa, lúcida, mas sem poder se mover, e o irmão deficiente,
em cadeira de rodas”. Uma situação familiar difícil, que, por duas vezes,
Francisco definiu dizendo: “Isto é amor!”.
“Servir”
e “ajudar”, esquecer-se de si mesmo e pensar nos outros: estas são atitudes
que lembram o lava-pés, onde “o Senhor nos ensina a ser servos, mais servos,
como Ele foi servo por nós, por cada um de nós”.
“Queridos
irmãos e irmãs, ser misericordiosos como o Pai significa seguir Jesus no
caminho do serviço”, concluiu o papa.
|
“Senhor, não te entendo. Mas, sem entender, confio-me em suas mãos”, diz o Papa
Redacao | 14/03/16
O Papa
Francisco refletiu nesta manhã em Santa Marta sobre alguns fatos dramáticos dos
últimos tempos. Diante desses “vales escuros” do nosso tempo a única resposta é
confiar em Deus, garantiu.
Referindo-se
à primeira leitura, tirada do Livro de Daniel, o Papa indicou que Susana, uma
mulher justa, é “sujada” pelo “mal desejo” de dois juízes, mas prefere confiar
em Deus e escolher morrer inocente do que fazer o que esses homens queriam. Por
isso, o Papa indicou que até quando nos encontramos percorrendo um “vale
escuro” não devemos temer nenhum mal.
O Senhor
sempre caminha conosco, nos ama e não nos abandona. E então Francisco mencionou
vários “vales escuros” do nosso tempo.
“Quando
nós, hoje, vemos tantos vales escuros, tantos infortúnios, tantas pessoas que
morrem de fome, de guerra, tantas crianças com deficiência, tantas… tantas que
agora, você pergunta aos pais: ‘Que doença tem? – ‘Ninguém sabe: chama-se
doença rara’. É o que nós fazemos com as nossas coisas: pensemos nos tumores da
Terra do fogo…. Então, você vê tudo isso e pergunta onde está o Senhor?, onde
está?”, perguntou-se Francisco.
Você
caminha comigo? Este era o sentimento de Susana. Também o nosso. E deu um
exemplo: “você vê quatro freiras assassinadas: mas, serviam por amor, e
terminaram assassinadas por ódio”. Também quando “você vê que se fecham as
portas aos refugiados e eles são deixados de fora, na intempérie, com o frio…
Mas tu, Senhor, onde estás”.
E como
confiar no Senhor vendo todas estas coisas? Quando essas coisas acontecem
conosco, cada um pode dizer: mas, como confiar em Ti? O Santo Padre garantiu
que para esta pergunta existe somente uma resposta possível: “não se pode
explicar, não sou capaz”.
Diante da
pergunta sobre o sofrimento de uma criança, o Pontífice propõe a passagem de
Jesus no Getsêmani. ‘Pai, se queres, afasta de mim este cálice. Mas que não se
faça a minha vontade e sim a tua’. A este respeito, Francisco destacou que
Jesus confia na vontade do Pai. “Jesus sabe que não termina tudo com a morte ou
com a angústia, e a última palavra da Cruz: ‘Pai, em tuas mãos encomendo o meu
espírito’. Confiar em Deus, que caminha comigo, que caminha com o meu povo, que
caminha com a minha Igreja: isso é um ato de fé. Eu confio. Não sei: não sei
por que isso está acontecendo, mas eu confio. Tu saberás o motivo”.
O Papa,
na sua homilia matutina, destacou que este é o “ensinamento de Jesus”. Quem
confia no Senhor, que é Pastor, nada lhe falta. Ainda que passe pelo vale
escuro “sabe que o mal é um mal do momento, mas o mal definitivo não estará
porque o Senhor, ‘porque Tu estás comigo. Teu bastão e teu cajado me
sustentam”.
O Santo
Padre sublinhou que “é uma graça”, que devemos pedir. “Senhor, ensina-me a
entregar-me nas tuas mãos, a confiar na sua guia, também nos momentos difíceis,
no momentos escuros, no momento da morte”.
Para
finalizar, Francisco garantiu que vai nos fazer bem na nossa vida, nos
problemas que temos e “pedir a graça de confiar nas mãos de Deus”. E pensar –
acrescentou – em tantas pessoas que nem sequer têm um último carinho na hora de
morrer. A propósito o Santo Padre recordou que há três dias uma pessoa sem-teto
morreu de frio na rua, perto de São Pedro. “Em plena Roma, uma cidade com todas
as possibilidades para ajudar: Por que, Senhor? Nem sequer uma carícia… mas
confio porque Tu não decepcionas”.
Senhor – concluiu – não te entendo. Esta é uma
bonita oração. Mas sem entender, confio em suas mãos.
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